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Espécies que ocorrem no litoral brasileiro
     
As tartarugas marinhas não vivem em um habitat específico, elas são animais migratórios e dependem de esforços conjuntos de todas as nações ao longo do oceanos.
      As 5 espécies presentes no litoral brasileiro são: a tartaruga de Couro (Dermochelys Coriacea), de Pente (Eretmochelys imbricata), Cabeçuda (Caretta Caretta), Verde (Chelonia Mydas) e Oliva (Lepidochelys olivacea) que apresentam graus diferentes de ameaças a extinção segundo a Portaria do Ibama nº 1.522 de 19/02/89 e da União Mundial de Conservação da Natureza.

     A Tartaruga de Couro é a maior das espécies, por este motivo também é conhecida como tartaruga Gigante chegando a medir até aproximadamente 2,50 m de comprimento de casco e pesar até 750 Kg. Esta tartaruga marinha possui um desenvolvimento mais rápido que as outras espécies e v ive sempre em alto mar, aproximando-se da costa apenas para desova.
Esta espécie prefere desovar em praias continentais, no outono e inverno, diferentemente das outras espécies de tartarugas marinhas, quando chegam em grandes grupos nos sítios de desova formando as arribadas. No Brasil poucos exemplares chegam ao litoral do Espírito Santo para efetuar a postura. As fêmeas normalmente desovam de 4 a 6 vezes por temporada, com 61 a 126 ovos por ninho. Normalmente mais da metade do ninho consiste de ovos pequenos e sem gema (não férteis). A incubação varia de 50 a 78 dias e a temperatura "ótima" é por volta de 29º C.
      Seus ovos e embriões sofrem ações predatórias por caranguejos, porcos e lagartos; seus filhotes são por mamíferos, aves, peixes e lulas; e Juvenis e adultos são atacados por tubarões e baleias Orca (Orcinus orca). A Dermochelys Coriacea é carnívora, se alimentando basicamente de águas-vivas e de sua fauna acompanhante. Por causa desta alimentação, freqüentemente digerem por engano sacos plásticos (lixo) causando sérios problemas de indigestão.
      Devido à sua carapaça ser quilhada e sem escamas possui uma grande semelhança com o couro. Ela é de cor preta com pintas brancas ou azuis espalhadas ao longo das quilhas. No pescoço, axilas e virilha há predominância de pontos de coloração rosada.
     O maior animal desta espécie que se tem notícia, foi encontrado morto em Harlech Beach em Gwyneed Wales (EUA), em setembro de 1988, com tamanho de 2,57m e 916Kg. Está mais adaptada às águas frias devido à sua derme grossa e oleosa. Como resultado, é a mais amplamente distribuída; há registros em altas latitudes onde as temperaturas da água oscilam entre 10º C e 20º C. Esta espécie consegue descer a grandes profundidades e estão bem adaptadas aos mergulhos profundos.
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