Ilha de MarÉ
Em frente à foz do Rio Cotegipe e à Baía de Aratu está situada a terceira maior ilha da Baía de Todos os Santos: A Ilha de Maré é lar da festeira comunidade negra nagô e das rendeiras de bilro.
Situada à apenas 20 minutos de Salvador, o seu principal acesso é através do terminal Marítimo de São Tomé do Paripe, de onde saem barcos de hora em hora, das 8h às 18h.
Rica em vegetação e paisagens deslumbrantes, a ilha é formada por pequenos vilarejos, com casas de pescadores nativos e de veranistas à beira-mar. Sentadas à porta das casas, podem ser encontradas as rendeiras, confeccionando peças em renda de bilro. São toalhas de mesa, batas, blusas e outros acessórios feitos a mão com ajuda de utensílios de madeira. Este artesanato é passada de mãe para filha por muitas gerações e teve início na Itália. A renda pode ser encontrada em feiras ou nas casas dos artesões.
A Capela de Nossa Senhora das Neves, construída no século XVI, em estilo colonial está situada na Praia das Neves, uma edificação com singular beleza arquitetônica. O mar da Bacia da Neves é bastante tranqüilo e propício à prática do mergulho e de outros tipos de esportes náuticos.
A Praia do Botelho também conhecida como Oratório de Maré, oferece uma linda vista panorâmica da Baía de Todos os Santos. É constante a presença de escunas particulares e de turismo, que partem de Salvador com destino a um restaurante com atracadouro privativo, que funciona no local.
Esta praia é praticamente deserta, margeada por matas e coqueirais. Possui águas transparentes, calmas e mornas e é propícia para o banho de mar e a prática de mergulho.
Ilha Matarandiba [ ^ ]
Seu acesso se dar através de embarcações e situa-se próxima da Ponta do Funil, que liga a ilha ao continente. Tem a sua frente à cachoeira do Tororó, em Itaparica, com acesso apenas pelo mar. Se constitui numa parada obrigatória para iatistas e velejadores que navegam na contra-costa de Itaparica.
Ilha do Medo [ ^ ]
A ilha do Medo é uma das menores da Baía de Todos os Santos, com uma superfície de 12.000 m² e pertence ao município de Itaparica. Esta ilha encontra-se desabitada até hoje por não dispor de fonte de água doce. No século passado ela abrigou instalações militares (um quartel) e um hospital para leprosos (leprosário). Atualmente partes das ruínas podem ser vistas no local.
É a primeira Estação Ecológica da Baía de Todos os Santos e sua vegetação predominante é a restinga com exuberante bosque de árvores de mangue. A Ilha é envolta de mistérios e lendas. Os antigos dizem que o lugar foi assim batizado por ter ficado assombrado depois de abrigar o leprosário para onde eram levados doentes terminais de lepra e de cólera-morbo. Outra lenda conta que o padre da comarca de Itaparica, teria recebido dinheiro para celebrar uma missa e não o fez. Após sua morte, sua alma passou a residir na ilha e convidava pescadores que passavam pelo local para assistir a celebração da missa.
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fonte:
Bahiatursa - Órgão Oficial de Turismo da Bahia
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